The Music Station aposta na Origin da SSL para o seu estúdio principal

A Warner Music Espanha e a Warner Chappell Music criaram há alguns anos um centro criativo inovador em Madrid chamado The Music Station — um espaço acolhedor para artistas, que também funciona como ambiente de trabalho alternativo para os colaboradores da empresa. Instalado na antiga Estação do Norte de Príncipe Pío, o complexo conta com vários estúdios de produção musical, todos equipados com tecnologia da Solid State Logic, incluindo uma consola de mistura analógica ORIGIN de 32 canais na sala principal de gravação e mistura, assim como controladores da série U e interfaces SSL 2+ noutros espaços de produção.

“Temos cinco estúdios: um deles preparado para Dolby Atmos, onde está instalada a ORIGIN; dois suites de produção e mais duas salas com cabinas vocais, ideais para sessões de composição ou gravações mais pequenas”, explica Álvaro Marín, engenheiro de som principal e um dos três engenheiros residentes. Cada uma das quatro suites de produção está equipada com dois controladores DAW SSL UF8, um controlador de plugins UC1 e uma interface SSL 2+. Quando é necessário mais I/O, há ainda duas interfaces SSL 12 disponíveis nas salas de escrita. Estes estúdios podem ser utilizados por qualquer artista contratado pela Warner Music Group, através de uma aplicação de agendamento. “Há salas com até três ou quatro sessões por dia”, nota Marín.

De estação de comboios abandonada a centro criativo de referência

A The Music Station ocupa 10.000 m², distribuídos por três pisos, na antiga estação ferroviária construída em 1861 — que esteve abandonada cerca de 40 anos até ao início da renovação em 2018. O átrio principal é agora uma sala de concertos com capacidade para 2.000 pessoas (1.000 sentadas). Há também um palco de showcases com sistema de som imersivo 11.1.6, um estúdio com croma, salas de ensaio, espaços de formação e coworking para a equipa.

A consola ORIGIN encontra-se no Estúdio 1, com vista direta para a estação de comboios em funcionamento, e está integrada numa sala preparada para mistura imersiva em Dolby Atmos 9.1.6. “Já produzimos quase 150 misturas em Atmos para a Warner Music desde que começámos com esse formato, há uns anos”, partilha Marín. “A equipa da Dolby esteve bastante envolvida neste projeto.”

ORIGIN SSL como núcleo central

A ORIGIN é usada sobretudo para sessões no live room adjacente, com cerca de 35 m², e para misturas de concertos ao vivo destinadas a streaming. Entre os projetos já misturados estão atuações de Demarco Flamenco e Fangoria. “Temos uma rede Dante nesse espaço, que se liga à ORIGIN, permitindo distribuir tudo pelos canais de entrada da consola ou por pontos de inserção. Gravamos com esse fluxo de trabalho com frequência. Também usamos a mesa para gravar baterias ou outros instrumentos em captações maiores”, refere Marín, que já trabalhou com Shakira e Becky G, entre outros.

Desde a abertura da The Music Station, Marín tem utilizado extensivamente os pré-amplificadores e equalizadores da ORIGIN. “Usamos os pré da ORIGIN para gravar baterias e sessões grandes. São bastante limpos, mas com a função ‘DRIVE’ podes adicionar alguma textura. O equalizador é provavelmente o meu favorito”, admite. Depois reconsidera: “Mas se tiver de escolher, a flexibilidade de routing é talvez ainda mais valiosa — dá para fazer tanto, como processamento paralelo e encaminhar sinais dentro da consola com total liberdade.”

“O workflow é muito simples. As funções inline facilitam a atribuição do EQ ao fader grande ou ao pequeno — adoro isso. E como não há menus digitais, está tudo à vista. Às vezes temos dois, três ou até quatro produtores na sala. Ligamos todos à consola e cada um pode ouvir-se. Funciona mesmo bem. Pessoalmente, adorava ter a versão de 16 canais. É uma consola fantástica.”

A The Music Station é uma ideia original de Guillermo González, Presidente da Warner Music Iberia, e de Santiago Menéndez-Pidal, Presidente da Warner Chappell Music no sul da Europa. Durante a inauguração, o CEO de Música Gravada da WMG, Max Lousada, comentou: “Aqui, o artista está no centro de tudo — desde as salas de ensaio até ao estúdio, passando pela criação de conteúdos e a performance ao vivo. Foi um enorme esforço juntar tudo isto, mas conseguiram criar um espaço que dá vida à nossa visão de como deve ser uma editora moderna.”