Quando se fala de produção musical e áudio profissional em português, em particular no eixo Brasil-Portugal, o nome de Rodrigo Lana é um daqueles que rapidamente surge na conversa. Brasileiro, mas a viver em Portugal há já alguns anos, Rodrigo construiu uma carreira sólida que junta música, produção, engenharia de áudio e formação, tornando-se uma referência para milhares de músicos, produtores e técnicos de som.
O seu percurso começou muito antes dos estúdios, com a formação em piano, mas foi no universo da produção musical que encontrou a sua verdadeira paixão.
Ao longo de mais de duas décadas trabalhou em gravação, mistura, masterização, espectáculos ao vivo e inúmeros projectos musicais, adquirindo uma experiência prática que hoje partilha diariamente com a sua comunidade.
Mas Rodrigo não é apenas um produtor ou engenheiro de áudio. É também um comunicador nato. Através do YouTube, Instagram e de outras plataformas, publica regularmente conteúdos onde explica, de forma simples e descontraída, temas que muitas vezes parecem complicados: produção musical, plugins, mistura, masterização, acústica, equipamento e tudo o que faz parte do dia-a-dia de quem trabalha com áudio.
A sua capacidade para transformar conceitos técnicos em explicações claras fez com que conquistasse uma comunidade muito activa, espalhada por Portugal, Brasil e outros países de língua portuguesa.
É também co-fundador do projecto **Audio For Singers**, dedicado a aproximar os artistas do lado técnico da produção musical, ajudando músicos e cantores a compreender melhor aquilo que acontece antes, durante e depois de uma gravação.
Todo este percurso faz com que as suas escolhas de equipamento tenham um peso especial. Afinal, estamos a falar de alguém que utiliza estas ferramentas diariamente em contexto profissional, testa diferentes soluções e conhece bem as necessidades reais de quem cria música.
Quando Rodrigo Lana recomenda ou escolhe um determinado equipamento, essa decisão resulta da experiência acumulada ao longo de muitos anos de trabalho.
Podes acompanhar o trabalho do Rodrigo através dos seus canais:
"...Quando comecei a procurar uma nova interface de áudio, curiosamente o meu objetivo não era encontrar uma grande melhoria na qualidade sonora, mas sim na estabilidade e durabilidade. Depois de testar muitos equipamentos ao longo dos anos, aprendi que as diferenças entre boas interfaces costumam ser, de fato, pequenas. Um bom microfone, uma sala bem tratada e experiência fazem muito mais diferença no resultado final.
Minha interface anterior já não estava atendendo às minhas necessidades e, como trabalho diariamente com gravação, mixagem e masterização, eu queria encontrar um equipamento que pudesse permanecer no estúdio durante muitos anos. Pesquisei bastante, conversei com outros profissionais e encontrei um padrão interessante.Todos que utilizavam equipamentos da RME destacavam exatamente o que eu buscava:durabilidade e confiabilidade.
Depois de alguns meses utilizando a Babyface Pro FS, entendi por que essa reputação existe.
A primeira impressão já foi muito positiva. A construção é excelente!
O gabinete é extremamente sólido, os controles passam segurança e tudo transmite a sensação de ter sido desenvolvido para suportar muitos anos de uso profissional. É um daqueles equipamentos que você pega na mão e percebe imediatamente que foi pensado para durar.
O software TotalMix exigiu um pouco de paciência no começo. Acostumado a interfaces muito simples, levei alguns dias para entender toda a lógica de funcionamento. Quando consegui adaptar o programa ao meu fluxo de trabalho, a experiência mudou completamente. Passei a ter atalhos para diferentes situações de gravação, mixagem e masterização, reduzindo bastante o tempo gasto com configurações repetitivas. E algumas semanas depois, lançaram o TotalMix 2.0, o que melhorou bem a experiência do usuário.
O aspecto que mais influenciou meu trabalho foi a precisão da monitoração. Como tomo decisões constantemente sobre posicionamento de instrumentos, equilíbrio e imagem estéreo, preciso confiar totalmente no que estou ouvindo. Pela primeira vez, senti que o centro da imagem estéreo permanecia consistente em toda a faixa de frequências, algo que trouxe muito mais segurança durante a mixagem.
A saída para fones também chamou minha atenção. Ela oferece potência suficiente para alimentar headphones mais exigentes sem dificuldade, mantendo boa dinâmica mesmo em volumes mais baixos. Não considero esse tipo de diferença algo revolucionário, mas, depois de muitas horas trabalhando, esses detalhes acabam fazendo diferença na forma como escuto e tomo decisões. Por aqui, com um fone planar magnético, essa sutileza nem foi tão sutil assim!
Quando estou gravando um artista ou finalizando um projeto, não quero pensar na interface. Quero abrir a sessão, trabalhar e esquecer que ela está ali.A Babyface Pro FS me proporciona exatamente essa sensação. Ela simplesmente funciona!
Minha intenção ao comprar essa interface foi encontrar um equipamento definitivo para o meu estúdio. Evidentemente, a tecnologia continua evoluindo e novos produtos continuarão aparecendo, mas não comprei a Babyface Pro FS pensando na próxima troca. Comprei porque queria parar de pensar em interfaces de áudio e concentrar minha atenção apenas na música e nas decisões artísticas. Talvez, se a RME lançar uma versão dela com 2 saídas físicas independentes para fone, eu poderia até pensar nesse upgrade. Seria útil!
Para quem procura algo sem a maquiagem do marketing, eu indico muito a Babyface!..."